Diante do quadro que vem se formando, os problemas com as mudanças climáticas estão ficando cada vez mais óbvios, mais claros. Os diagnósticos e prognósticos estão ficando cada vez mais imediatistas (2050 com metade da população mundial sem água, 2100 com 3 graus celsius a mais de média na temperatura, etc). Dessa maneira a necessidade de se tomar atitudes, de movimentar o debate e de tirar a peneira, totalmente furada, para que enfrentemos de uma vez por todas o sol, é cada vez mais incessante.
Com o crescente número de vagas abertas no ensino superior no decorrer dos últimos anos e décadas, nós somos, muitas das vezes, os grandes formadores de opinião das nossas casas, da nossa rua, da nossa comunidade. Por sermos, em geral, mais jovens do que a média da população, cabe ao nosso feitio alavancar, não somente a discução sobre o tema ambiental, mas também as atitudes e os movimentos em prol de uma mudança de hábitos, não só individuais, no que se refere ao cotidiano, mas políticos, no que diz respeito ao debate público.
Pelo andar da carruagem, nossa geração é a que vai começar a sofrer efetivamente com as mudanças climáticas, e a geração de nossos possíveis filhos sofrerá mais ainda. O movimento estudantil esteve envolvido, ao longo das últimas décadas, em muitas lutas políticas e sociais. No Brasil o seu ápice foi marcado na luta contra a Ditadura Militar.
Ultimamente os principais debates movimentados pelos DCE´s e demais movimentos estudantis giram em torno do passe livre estudantil, nas redes urbanas de transporte coletivo, a diminuição ou contençãos das mesmas tarifas, protestos contra a corrupção e debates sobre a legalização da maconha e do aborto.
A questão ambiental parece ainda não ter chegado no Campus. A sociedade, de uma maneira geral, não percebeu o quão imediato é esse problema. Mesmo que seus efeitos não sejam percebidos no dia a dia, como o aumento nos preços, fragilidade do sistema público devido à corrupção, repressão policial em relação à maconha, taxa de natalidade explodindo, entre outros, não há mais tempo hábil para deixar para resolver mais tarde. Apesar de suas implicações serem percebidas apenas daqui a um tempo, as atitudes precisam ser tomadas o mais rápido possível, nem que seja para adiar o evento anunciado.
Dessa forma, a intenção do Blog é mobilizar a comunidade acadêmica, para que haja uma movimentação política em torno do assunto. A ideia é formar comitês ambientais dentro do movimento. Esses comitês lançariam ideias na Câmara Municipal, na Assembleia Legislativa e, quem sabe, no Congresso Nacional e no Senado.
Esse comitê atuaria como fiscal das políticas públicas das secretarias, municipal e estadual, de meio ambiente, e também do ministério nacional. Para que isso aconteça o projeto precisaria de apoio financeiro e institucional da Universidade Federal de Goiás. Caso contrário, esse trânsito livre na esfera pública, que na verdade deveria ser de acesso a todos os cidadãos, será dificultado.
Mas para que isso aconteça, o primeiro passo a ser dado é a mobilização estudantil, que terá como carro chefe as interações pelas redes sociais, que é uma maneira de diálogo especificamente jovem. Esperamos que com ideias jovens, vigor e disposição, características típicas de nossa faixa etária, avancemos significativamente, e possamos aumentar a vida útil do planeta.
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